23 setembro 2010

AMFEC: modelando um rio (1ª parte)

Parte 1 | Parte 2

Faz tempo que não publico nada da AMFEC (Associação de Modelismo Ferroviário de Campinas)... bem, é que certas etapas da construção de uma maquete são simplesmete "demoradas e chatas demais" pra ficar noticiando, como é o caso do que eu chamo de "a era do gesso": tudo branquinho, sem textura, sem cor... sem graça. Mas enfim, essa "era" vem chegando ao fim desde meados de julho, quando comecei a realmente "dar vida e cor" ao canto da maquete do qual sou responsável.

Ao entrar na sala da maquete, a primeira área que se nota é justamente a que me foi confiada. Eu sugeri algumas mudanças no plano original, o que resultou na paisagem atual. Aos poucos ela começa a ganhar grama, rochas, terra, árvores, pontes e, finalmente, aquilo pelo qual muita gente na AMFEC vem esperando como beduínos no meio do Saara: água!

As fotos mostram o início do processo de adição da resina cristal (dessas utilizadas em artesanato) no cânion do "Rio das Pedras" (acabo de pensar nesse nome, se alguém tiver uma sugestão melhor, basta dizer :^). Este processo é lento, pois a resina não pode ficar com mais de 2mm de espessura, ou então ela empena toda durante o processo de cura. Além disso, para evitar bolhas e superaquecimento no processo de cura, eu utilizei catalizador numa quantidade abaixo do recomendado. Isso afeta o tempo de cura, que chega a 24h. Então durante esta semana eu tenho passado pela maquete apenas para aplicar a próxima camada, uma por dia, até que o rio esteja repleto de "água". Como se pode notar pelas fotos, ainda faltam muitas aplicações. Este rio corre para o "Vale do Véu", do outro lado da maquete. Fiz uma simulação visual de como vai ficar a cena do "Vale do Véu" quando tudo estiver pronto.

O modelista mais exigente já pode perceber que ainda faltam muitos detalhes e ajustes. A "água" está muito "serena" e pouco realista. Para modelar ondas, marolas, splashs e quedas, vou utilizar o "Water Effects" da Woodland Scenic.

A vegetação também ainda está bem aquém do que pretendo modelar nesta área. Então, fique ligado e aguarde os próximos capitulos!

Aproveito também a oportunidade para agradecer a confiança a mim dispensada. Todos os companheiros de associação, sem exceção, me honram muito com esta atitude. Alguns deles merecem uma menção honrosa por, além do apoio moral, estarem sempre dispostos a ajudar, ali no "canto do Alex": Chico "trem" e Pedro Etter. A diretoria também está de parabéns, pois nunca mediu esforços para conseguir o que há de melhor no mercado em termos de materiais. O Paulo Filho da EME também merece meu mais profundo agradecimento por ter cedido um de seus excelentes aplicadores de grama estática.

Fique agora com algumas fotos do último sábado:

2 comments:

Lucas_RP disse...

Estava pensando em fazer uma maquete com uma cachoeira com água de verdade.Isso é possível?

Balan disse...

Lucas, não faça isso. Água de verdade não combina com nossas maquetes... Isto é: por mais que você cuide com isolamentos, com vedação, a capilaridade é terrível e a água acaba se infiltrando onde não deve. Além disso, se na maquete houver fiação elétrica, sempre existe o risco de curtos circuitos. Se puder, evite.
Deixe a água para presépios...

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