31 maio 2017

A Incrível LEW da Thunder Metal

A Lokomotivbau Elektrotechnische Werke (LEW) da Thunder Metal foi meu segundo investimento numa locomotiva em latão. A primeira, a G12 da MRCustom, do Marcelo Lordeiro, fez meu queixo cair. Mas quando recebi a LEW na escala HOm (1:87,1 em bitola métrica - 12mm), das próprias mãos do Rômulo de Sousa, caiu a cabeça inteira! Céus, como é possível tamanha perfeição?

O 5º Encontro de Ferromodelismo do RMC em Campinas, no último dia 20, foi a ocasião perfeita para receber minha encomenda. Faziam pouco mais de 5 meses que eu encomendara a LEW 153 da Mogiana com um dos maiores mestres do ferromodelismo nacional, o Rômulo de Sousa. Combinamos de nos encontrar na maquete da AMFEC, logo após o almoço. Pra começar, o Rômulo tira da mochila uma caixinha preta, de madeira, abre uma pequena trava e desloca a tampa, presa em duas dobradiças. No interior da caixa, um volume protegido por plástico bolha e espuma nas laterais da caixa. Era ela, claro!

O Rômulo retira a miniatura de dentro da caixa, desenrola o plástico bolha (a essa altura eu já tinha quase avançado nele, babando como um cão faminto) e coloca a LEW sobre a mesa (estávamos no térreo da Cabine 2, onde a AMFEC preparou um mini lounge). WOW! As cores eram perfeitas (uma grande preocupação minha, depois que percebi que a G12 estava muito escura) e num relance, todos os detalhes pareciam estar no lugar. O Rômulo foi descrevendo cada detalhe, das portas que abrem e fecham ao interior da cabine, todo detalhado.

Para se ter uma idéia, aqui vai o número de peças dessa locomotiva:

  • Cofre longo "nariz comprido”: 81 peças.
  • Cabina com interior: 56 peças.
  • Cofre curto: 45 peças.
  • Passadiço: 28 peças.
  • Chassis: 80 peças.
  • Truque: 25 peças X 4 truques: 100 peças.
  • Parte mecânica: 34 peças.
  • Total de peças: 424

Quando eu finalmente juntei coragem pra pegá-la com minhas próprias mãos eu pude perceber, agora mais de perto, que estava diante de um absurdo do ferromodelismo nacional. As venezianas são todas vazadas, como o protótipo! Existe, na face da Terra, algum modelo em H0 que reproduza uma veneziana assim? Os truques tem TODOS os detalhes do protótipo. Nas janelas, a borracha preta está representada. As janelas que abrem tem esquadria em alumínio. A ventoinha do freio dinâmico é móvel, gira. As portas da cabine tem maçanetas. O volante do freio de estacionamento está lá, dentro da cabine. O limpa trilhos é lindo! E a pintura dela toda, uma perfeição.

Pretendo instalar um decoder LokSound V4.0 com som customizado simulando o motor MGO V16 (locomotiva BB66000 francesa), que era o que equipava as LEW da Mogiana. Agradeço o Marlus Cintra pela ajuda na identificação do som correto para essa miniatura.

Olha, é bem difícil por em palavras uma obra de arte (você já deve ter percebido). Então pra facilitar a sua vida (e a minha), fiz várias fotos. Aproveite, mas coloque uma toalha sobre o teclado, pois a baba é garantida!

Gostou? Deixe seu comentário! É o feliz proprietário de um modelo construído pelo Rômulo? Me conta qual modelo e o que acha dele!

Sobre a LEW

A VEB Lokomotivbau Elektrotechnische Werke (LEW) "Hans Beimler", era uma fábrica situada em Hennigsdorf, ao norte de Berlim.

A VEB LEW foi parte do conglomerado de empresas formado também pelas fábricas VEB Berliner Bremsenwerk (fábrica de freios; antes da guerra parte da Knorr-Bremse), em Berlim, VEB Schichtpressstoffwerk SPW em Bernau e o VEB Galvanotechnik GTL (fábrica técnica de galvanização) em Leipzig.

Foi o único fabricante de locomotivas elétricas da Alemanha Oriental. Popularmente conhecida pela sigla LEW, forneceu locomotivas, de diversos tipos [1] para a China, URSS, Polônia e muitos outros países em desenvolvimento.

Para o Brasil foram enviadas 83 locomotivas diesel-elétricas para ferrovias paulistas (Paulista, Sorocabana e Mogiana), no final da década de 1960.

Estas locomotivas foram adquiridas para compensação do saldo comercial favorável que o Brasil possuía com a Alemanha Oriental, principalmente como pagamento de exportações brasileiras de café.

Fonte: WikiPedia.

24 maio 2017

G12 em latão

Um antigo sonho foi realizado: finalmente pude adquirir uma G12 em latão construída pelo mestre Marcelo Lordeiro. Não foi barato e não foi fácil. Ela levou cerca de 4 meses para ficar pronta e custou uma pequena fortuna. Mas valeu a espera (e cada centavo investido). Ela é simplesmente magnífica, uma verdadeira obra de arte! O trabalho do Marcelo é fenomenal e conseguiu corresponder a quase todas as minhas expectativas. Digo quase todas por que há alguns detalhes que me incomodaram, mas que o Marcelo prontamente se dispôs a sanar. Mais adiante eu falo sobre eles.

Peças originais da moldura do truque, caixa do engate e cilindro de freio antes de fazer os moldes para cópias em latão.

Esta G12 está na escala H0, ou seja, 1:87,1 e foi construída em latão a partir de peças desenvolvidas pelo próprio Marcelo. Os detalhes são tão finos e precisos que é quase impossível não ficar maravilhado com essa miniatura. Só para ter uma idéia do trabalho envolvido, o Marcelo conta que cada moldura lateral dos truques é composta por 12 peças soldadas! O motor é Mashima, Kato ou Sagami, depende da disponibilidade no mercado. As reduções podem ser Overland (Ajin), Kato, Rapido (A-1-A), Holywoody Foundry, Proto-2000 ou Athearn (que segundo o Marcelo é a que proporciona o melhor esforço de tração), dependendo da disponibilidade no mercado ou modelo de G12.

Truque da larga injetado em latão com todas as peças soldadas.

Essa G12 é de bitola métrica, ou seja, corre em trilhos de 12mm, o que faz desse modelo um autêntico H0m. Ela veio equipada com um circuito impresso com um plug para DCC, desenvolvido especialmente para as G12 do Marcelo por um especialista americano em DCC. Eu pluguei um ESU Soundtrax com um falante de 18mm da MRC, com som gravado pelo mestre DCC Marcelo Teodoro, do Cantinho do DCC.

A pintura é ao gosto do freguês e eu escolhi o terceiro padrão da Mogiana. Adoro essa fase, com as diesel em uma única cor (azul frança) com letreiro em branco e testeira zebrada em amarelo e preto. Simples, elegante, efetivo. É provavelmente a única G12 em latão no terceiro padrão de pintura da Mogiana, já que não é uma pintura popular entre ferromodelistas. O Marcelo fez um excelente trabalho de pintura, sem qualquer problema de textura. Aliás, o acabamento fosco acetinado é maravilhoso (prefiro o acetinado ao fosco total). A aplicação dos decalques é perfeita, ou seja, não deixou qualquer vestígio do filme aparecer.

Mas... como nada é tão bom que não possa ser melhorado, aqui vão algumas críticas construtivas:

  • O azul ficou escuro. Como não há registro oficial a respeito do azul Mogiana, não dá pra culpar o Marcelo pelo azul. Ele inclusive se prontificou a corrigi-lo, baseado em qualquer referência que eu quiser indicar.
  • Os farois acendem em DC mas não acendem em DCC. Testei tudo que eu pude e nada. É provavelmente um problema no circuito impresso. Outro detalhe que o Marcelo se prontificou em resolver.
  • Os number boards não foram feitos para acender! :-(
  • A esquadria da janela principal no protótipo é em alumínio, mas no modelo está em azul.
  • As borrachas das outras janelas não vieram pintadas em preto. Entendo que este tipo de detalhe raramente vem em preto em modelos industriais, mas é de se esperar que num modelo feito a mão este tipo de detalhe esteja presente.
  • Os truques movimentam muito bem para um dos lados, mas para o outro os cilindros de freio ficam pegando na carcaça e restringem o giro. Ainda não rodei a máquina, mas prevejo que será um problema. Se isso se confirmar, a solução será reposicionar os cilindros um pouco mais para baixo.

Claro, a lista de coisas excepcionais SUPERA EM MUITO a de detalhes a serem revistos, então eu espero que essas fotos da minha G12 106 da Mogiana possam confirmar isso, afinal imagens valem mais que mil palavras.

Viu só? Não beira a perfeição? Se vc é como eu, um grande fã das G12, e não abre mão de detalhes absurdamente precisos, esta é sua melhor opção no mercado brasileiro. Encomende a sua com a MRCustom o quanto antes pois a lista de espera é grande!

21 maio 2017

5º Encontro de Ferromodelismo RMC

Mikado do Arnaldo Botan em vapor vivo.

Aconteceu ontem, sábado, 20 de maio, num lindo dia de céu aberto e temperatura amena, o 5º Encontro de Ferromodelismo da Região Metropolitana de Campinas, na Estação Cultura (antiga estação Central da Cia Paulista - depois FEPASA). Eu estive lá e pude perceber, também por conversas com lojistas, o grande sucesso do evento, comparado com as edições anteriores. Parabéns ao Foster Móz e ao Rodrigo Prado da Prado Trens pela bela organização.


Leandro Guidini dando um suporte à Mikado.

A Estação Cultura recebeu outros 3 eventos neste dia, o que reforçou sem dúvida alguma o número de visitantes no local. Foram eles: a Oficina de Teatro Musical (das 8h às 13h), Boteco na Estação (a partir das 13h) com o Grupo da Serrinha em uma animada roda de samba e o Projeto “EmPodera!” (das 14h às 17h). Veja a programação completa do que rolou.

O evento de ferromodelismo aconteceu na plataforma de embarque da estação mas também incluiu uma área anexa, o famoso “Gavetão”, onde os trens da Mogiana encostavam para embarque de passageiros, totalizando aproximadamente 1500 metros quadrados.

Segundo o Foster, o evento contou com 18 lojistas e 32 maquetes, com um público de mais de 5 mil pessoas.

Prestigiaram o evento alguns dos mais notáveis modelistas nacionais, como Arnaldo Botan (SP) (e seus aprendizes Leandro Guidini e Fellipe Bragion), Romulo de Sousa (SP) da Thunder Metal (Acompanhado do Rubens Ueda), Danilo da Danibus, Paulo Vidal (PR) da Le Grand Train e o pessoal da Maquete Modular do ABC.

O Denilson Paulino (Sorocaba, SP) fez várias fotos e vídeos do evento e gentilmente autorizou sua publicação aqui no Minitrem.

Denilson, Emerson e Rodrigo.
Maquete da AMFEC. Ponte construida pelo Paulo Vitale e envelhecida por mim, Alex Leão.
Maquete N do Nacho Rebollo. Está a venda!
Maquete Modular do ABC.
Maquete Modular do ABC.
Maquete Modular do ABC.
Carretas do Rafael Favaro.
Onibus do Danilo da Danibus.
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