04 fevereiro 2017

G12 e U20C na escala N (1:160)


EMD G12 na escala N.

Sou um frequentador assíduo do site Shapeways, um serviço on-demand de impressão 3D. Eles disponibilizam um catálogo com modelos 3D de designers do mundo todo. Navegando pelo site, procurando itens de ferromodelismo em H0n30 e N, me deparei com uma oferta da G12 com um ou outro detalhe diferente. Escrevi para o designer e perguntei se seria possível imprimir em N, já encantado com a possibilidade. Em 2 semanas estava com a G12 e uma U20C em mãos. Hoje a oferta dela em N já é permanecente.


G12 impressa em HDA. A olho nu as camadas de impressão dificilmente são vistas.

Elas foram impressas em dois materiais diferentes. Minha intenção era avaliar o nível de detalhe que cada material era capaz de reproduzir… Ganhou o material mais escuro, o HDA (High Definition Acrylate). O mais claro, o FED (Frosted Extreme Detail) infelizmente exibe muito ruído na superfície.

Mesmo o HDA apresentando uma resolução incrível, ainda não é o mesmo que uma peça injetada em plástico. A aparência a olho nu é excelente, mas quando se coloca a peça em angulo contra a luz ou se faz fotos em macro, é possível ver as camadas da impressão.


U20C impressa em FED. Note a aparência "congelada" do material.

Para entender exatamente o quanto de acabamento cada um dos materiais demandaria, eu apliquei um fundo cinza, para facilitar a visualização dos detalhes e imperfeições da impressão. O HDA ganha disparado em qualidade. Dá quase pra aceitar ele assim mesmo e por pra rodar. Mas eu quero ver o quanto consigo “alisar" a superfície. Então pretendo lixar até que a superfície fique perfeita.

Motorização
Não sei ainda o que vou usar para a motorização. Imagino que uma S2 sirva para motorizar a G12 e uma RSD 4/5 para a U20C, a exemplo da escala H0. Em breve publico o resultado da tentativa.


A impressão em FED infelizmente apresentou um acabamento inferior.

Custo
Custou caro. A impressão é feita na Holanda, o que significa que o preço é em Euro. Além disso, eles despacham via UPS, que é caríssima. Somou-se a isso um imposto de importação abusivo mais uma taxa surpresa da UPS, por conta de despachos aduaneiros… Desembolsei no total cerca de 800 reais nas duas, um preço alto demais para duas carcaças. É claro que valeu pelo exercício, pela experiência, pela prova de que é possível utilizar impressão 3D para modelar em N. Até onde eu sei, estas são as primeiras locomotivas G12 e U20C na escala 1:160 no Brasil. Quem sabe essa experiência inspire outros modelistas e vejamos num breve futuro um boom dessa escala no Brasil? Com a impressão 3D barateando e melhorando sua qualidade a cada dia, eu imagino um futuro brilhante para a escala N no Brasil.


Dry-run para testar a harmonia do conjunto.

Faça Você Mesmo
Se você não modela em 3D, você pode simplesmente entrar em um serviço como o Shapeways e procurar o que precisa. Mas vai estar sempre restrito ao que está disponível na loja. Se você sabe como modelar em 3D, então você já está a meio caminho de revolucionar o seu hobby. Precisa de uma locomotiva obscura, que ninguém fabrica? Desenhe e imprima. Precisa de um detalhe que só existiu na ferrovia que você modela? Desenhe e imprima. Existem vários pacotes de CAD que são gratuitos, ou pelo menos muito baratos. Eu uso o Sharpr3D, um app para iPadPro. Ele é muito fácil de usar e de fato já fiz algumas experiências que pretendo imprimir na Shapeways. Escolha o seu:

E você? Já usou a impressão 3D em suas modelagens? Compartilhe suas experiências! Escreva para minitrem arroba minitrem ponto com.

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G12 escala N sobre trilho Z: bitola métrica!

18 janeiro 2017

Aprenda a fazer um pinheiro na escala H0

O Balan, ferromodelista famoso por sua maquete ferroviária da siderúrgica Valene, em seu blog tutoriaisdeferreomodelismo ensina como fazer coníferas de uma forma fácil e barata. A técnica consiste basicamente em usar fibras de sisal enroladas em arames e para o acabamento, fine turf da Woodland Scenics. O resultado é bem satisfatório. Para quem precisa de muitas delas para a sua maquete, é essencial aprender a fazê-las. Lá no blog o Balan ensina inclusive a fazer uma "traquitana" que facilita muito o processo de feitura dos pinheirinhos.

Aqui está o link para o tutorial completo

E aqui como fazer a sua própria traquitana pinheiristica.

Qual a técnica que você usa para fazer seus pinheiros? Compartilhe com a gente!

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11 janeiro 2017

Fordinhos de latão na escala N

Quando vi estes Fordinhos pela primeira vez fiquei completamente apaixonado. Eu estava estudando a escala Nn3/Nm (bitola métrica na escala N - 1:160) e pra isso é preciso conhecer muito bem a oferta de material em Z, já que muito do material usado no Nn3 vem da escala Z (Chassi de locomotivas, trilhos, truques e outras coisas).

Num site especializado em Z me deparei com alguns dioramas absurdamente bem feitos e num deles o autor utilizou uma ponte toda em latão, rica em detalhes que até então eu não acreditaria que seria possível em Z. Por curiosidade fui até o site do fabricante da ponte (site horrível por sinal), a americana MicronArt, e encontrei lá vários itens nas escalas Z, N e H0, e entre eles os Fordinhos. Foi amor a primeira vista. Demorei pra decidir comprar, kit em latão, ainda mais em escalas muito pequenas, me causam calafrio na espinha. Mas as opções de Fordinhos na escala N não são fartas e com a qualidade de detalhes dos da MicronArt, quase impossível de se achar.

Comprei um kit do Ford TT (caminhonete), um kit do Ford Touring (passeio) e um kit da viatura dos bombeiros. Com exceção do kit da viatura, os outros contém 2 unidades cada. Ou seja, 2 Ford TT e 2 Ford Touring. Comprei também um acessório que ajuda a dobrar as chapas, o Kalama Bug que não é item obrigatório para quem quer montar estes kit, mas se mostrou verdadeiramente útil.

Usei um (não encontrei nada parecido no Brasil, infelizmente), porque o trabalho de soldagem seria muito delicado. O fabricante sugere como opção usar superponde na colagem, mas eu estava decidido a fazer tudo na solda.

O kit é muito bem pensado, então a montagem não foi tão difícil quanto parecia. Separei as peças usando um estilete tipo “X-Acto” e fiz as dobras usando o Kalama Bug. Em seguida fiz a montagem apenas dos itens que tinham a mesma cor.

A pintura seguiu o padrão de sempre: uma demão de primer e as cores em esmalte acrílico, aplicados com aerógrafo de dupla ação.

Só depois de pintar é que juntei tudo com Superbonder. Pintar as peças em separado facilita o trabalho de pintura, pois não precisa ficar mascarando tudo pra pintar e aumenta muito a qualidade do acabamento, pois em peças tão pequenas as máscaras não fariam um trabalho muito bom…

A capota do Touring preto eu fiz com papel de ceda para aeromodelismo. Este é um papel muito fino e resistente, ideal para modelar tecido em escalas muito pequenas. Bastou colar no lugar e umidecê-lo. Depois de secar ele estica e assume o aspecto da capota de verdade.

A caminhonete preta ganhará no futuro um guincho, conforme uma propaganda de época. Pretendo fazer com pedaços de trilho CODE 40.

Ainda falta envelhecer, especialmente as caminhonetes, mesmo assim já renderam belas fotos.

Você usa automóveis em sua maquete? Quais os fabricantes que você mais admira? Faça um comentário ou escreva para minitrem arroba minitrem ponto com.

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