17 janeiro 2012

Nn3: bitola estreita em 1:160

K-27 (Mikado) em Nn3 do ferromodelista Mike Chenoweth, fabricado por LOK-14.

Vivemos uma época maravilhosa no ferromodelismo. Não só a miniaturização dos modelos se tornou possível a níveis insanos, mas também o preço das miniaturas é muito mais acessível hoje do que foi há algumas décadas.

C-16 (Consolidation) em Nn3 do ferromodelista Mike Chenoweth, um kit da Republic Locomotive Works sobre chassi Maerklin.

A possibilidade de manufaturar modelos cada vez menores a preços que o modelista pode pagar tornou possível a representação de ferrovias de bitola estreita em escalas pequenas, notadamente a H0, através da escala H0n3, representando ferrovias cuja bitola gira em torno de 1 metro.

Isso também afetou a escala N. Tradicionalmente o N sempre representou a bitola padrão, aliás, N vem de neun, nove em alemão, nove milímetros, que é a medida da bitola padrão na escala 1:160. Foi a primeira escala cujo nome estaria associado diretamente à medida da bitola.

Com a surgimento da escala Z, que modela a bitola padrão com trilhos de bitola de 6,5mm, modelistas da escala N logo perceberam que seria possível modelar a bitola estreita na escala N usando trilhos e material rodante da escala Z. A bitola de 6,5mm, quando usada em uma maquete na escala N, representaria ferrovias de bitola ao redor do 1 metro e se chamaria Nn3: N da escala 1:160, n de narrow (estreito em inglês) e 3 de três pés, a bitola estreita de 91,4 centímetros muito usada nos EUA do fim do século XIX à primeira metade do XX.

C-16 (Consolidation) em Nn3 do ferromodelista Mike Chenoweth, um kit da Republic Locomotive Works sobre chassi Maerklin.

Este conceito rapidamente se difundiu entre alguns modelistas do mundo todo e os mais audazes resolveram testar as possibilidades desse novo horizonte e meteram mãos à massa. A idéia era simples: usar trilhos Z, chassis de locomotivas e rodeiros também Z (normalmente usa-se Maerklin) e modelar novas carcaças de locomotivas, carros e vagões na escala 1:160. O resultado foi surpreendente e convincente. Dos EUA ao Japão, passando pela Europa e Australia, é possível encontrar exemplos muito talentosos de maquetes na escala Nn3.

A fantástica Snake River Railroad Lumber Company em Nn3 do ferromodelista Roger Hord que a construiu praticamente do zero, incluindo trilhos e material rodante.

No Brasil ainda não encontrei um "louco" que tenha se aventurado por essas praias, mas já estou providenciando material para testar eu mesmo esta "nova" e excitante escala. Minha vida certamente será mais "simples" do que a daqueles pioneiros, já que vários fabricantes já aderiram ao Nn3. Há disponível no mercado, inclusive pela Internet, trilhos flexíveis, desvios, truques de carga e passageiros, kits de locomotivas, carros e vagões, engates automáticos tipo Kadee e material RTR. Os preços variam do muito barato ao extremamente caro.

Nn3 Handbook. Nn3 Handbook, disponível na Republic Locomotive Works.

Claro, material pronto pra rodar (RTR) custa muito caro, então a opção mais barata financeiramente é construir eu mesmo o material rodante. Aliás, esta é sempre minha opção, já que raramente encontro o que quero rodar já pronto para rodar... Num segundo artigo vou postar quais são meus planos e estratégias para esta escala.

Há também um incrível suporte para quem esta começando, através de um grupo de discussão no Yahoo e de um manual impresso, o Nn3 Handbook. O site www.nn3.org reúne uma série de links importantes para quem se interessa pela escala.

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